A
vida de cada um/a de nós é tecida numa longa costura de encontros, pessoas,
fatos, acontecimentos, sentimentos, lugares, músicas, silêncios, sonhos, dores,
alegrias, estudos, formações, opções, escolhas, atividades, medos e desejos. E
poderíamos gastar horas e mais horas escrevendo sobre aquilo que vai tecendo a
vida de cada um/a e de todos/as nós.
Os
caminhos da vida vão sendo percorridos ora sozinhos, ora com algumas pessoas e ora
em coletivos. Por onde vamos passando, vamos deixando marcas na história do
lugar e do mundo, uma história que se faz pessoal e que toma feição de coletivo
e de coletividade.
Em
tempos de noite neo-liberal e de uma forçada desmemorização, reforçada pelo
sistema e por muitas instituições, está diante de todos/as nós o desafio de
manter viva e presente nossa memória pessoal e coletiva.
A
memória nos alimenta, nos dá força, nos renova a esperança e nos dá mais
firmeza nos passos a caminho do horizonte. A memória nos torna mais felizes,
mais ousados/as, mais sonhadores/as e mais esperançosos/as. Pessoas com memória
são pessoas perigosas, incomodantes, inquietantes, críticas, conscientes,
cuidantes, sonhadoras e felizes. Talvez, por isso, o sistema neo-liberal e
muitas instituições queiram matar nossas memórias pessoais e coletivas.
Sempre
foi importante para a humanidade manter viva sua memória. Mas, igualmente
sempre foi um exercício desafiador, perigoso, inquietante, subversivo e ousado.
E continua a ser hoje.
É
preciso alimentar a memória. É preciso recuperar a memória. É preciso anunciar
aos quatro ventos a memória. É preciso manter viva a memória para seguirmos
dando passos rumo ao horizonte.