A
vida de cada um/a de nós é tecida numa longa costura de encontros, pessoas,
fatos, acontecimentos, sentimentos, lugares, músicas, silêncios, sonhos, dores,
alegrias, estudos, formações, opções, escolhas, atividades, medos e desejos. E
poderíamos gastar horas e mais horas escrevendo sobre aquilo que vai tecendo a
vida de cada um/a e de todos/as nós.
Os
caminhos da vida vão sendo percorridos ora sozinhos, ora com algumas pessoas e ora
em coletivos. Por onde vamos passando, vamos deixando marcas na história do
lugar e do mundo, uma história que se faz pessoal e que toma feição de coletivo
e de coletividade.
Em
tempos de noite neo-liberal e de uma forçada desmemorização, reforçada pelo
sistema e por muitas instituições, está diante de todos/as nós o desafio de
manter viva e presente nossa memória pessoal e coletiva.
A
memória nos alimenta, nos dá força, nos renova a esperança e nos dá mais
firmeza nos passos a caminho do horizonte. A memória nos torna mais felizes,
mais ousados/as, mais sonhadores/as e mais esperançosos/as. Pessoas com memória
são pessoas perigosas, incomodantes, inquietantes, críticas, conscientes,
cuidantes, sonhadoras e felizes. Talvez, por isso, o sistema neo-liberal e
muitas instituições queiram matar nossas memórias pessoais e coletivas.
Sempre
foi importante para a humanidade manter viva sua memória. Mas, igualmente
sempre foi um exercício desafiador, perigoso, inquietante, subversivo e ousado.
E continua a ser hoje.
É
preciso alimentar a memória. É preciso recuperar a memória. É preciso anunciar
aos quatro ventos a memória. É preciso manter viva a memória para seguirmos
dando passos rumo ao horizonte.
Bonito, profundo, correto, difícil demais. "Fazei isto em memória de mim". Quem dá conta? Jesus falou isto em seu último momento com os apóstolos e logo depois foi preso, torturado e assassinado, mas vencendo a morte, pelo amor do Pai, ressuscitou. Nós, por nossa parte, encarregados de gravar e repetir esta memória, para a salvação do mundo, para que as violências e assassinatos diminuissem, a banalizamos, repetindo-a mecanicamente até a saciedade, fazendo gestos sem nenhuma memória. Que difícil !!!!! Memória, força marcante dos cristãos.
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